"Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de alguém sem nenhuma razão."
Chico Xavier (in, Diálogos Lusófonos)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Du Bois: Poemas


FOGO

Repetição do fogo: labareda e chama
                                ao encontro da terra.

Sobre a grama ressecada crepita:
decrépito senhor do fogo.

Queima o horizonte poente
e se desdobra em cores: repete o fogo
e derrete a terra. Calcina o corpo.

 (Pedro Du Bois, inédito)
FIRE

The fire’s repetition: blaze and flame
                                      to meet the earth.

On the resected grass crakles:
decript lord of fire.

Burns the west horizon
and unfolds in colors: repeat the fire
and melts the earth. Calcinates the body

(Marina Du Bois, versão)



HORIZONTES

Na fórmula encerra o contexto.
Nenhum número impensado à palavra.
Nenhum verbo disparado à ação.
Nenhuma palavra armada em números.

O lugar comum permite ao cientista
avançar a busca: o inalcançável
se faz longe em horizontes.

(Os horizontes se repetem).

(Pedro Du Bois, inédito)
HORIZONS

The formula keeps the context.
No number is unidvised to the Word.
No verb is fired to action.
No word is armed in numbers.

The common place lets the cientist
progress the search: the unachievable
is made far away in horizons.

(The horizons reapet itselves).

(Marina Du Bois, versão)


outros poemas:

2 comentários:

Pedro Du Bois disse...

Caríssimo Luís, mais uma vez, grato pela gentileza da divulgação. Coloquei o link no meu blog e nos demais perfis que frequento. Abraços e bom final de semana. Pedro.

luis santos disse...


Amigo Pedro, somos gratos.
Também pela sua atenção.
Bom fim de semana.
Abraço.